Conversava com um amigo e começamos a falar sobre o modo como escrevemos os nossos posts. Entre loucuras, esquisitices e anormalidades, chegamos num ponto totalmente divergente: ele começa o texto pelo meio ou pelo fim, e tem mais trabalho para escrever o início dos textos; eu sempre começo do começo (dã!), e tenho uma dificuldade extrema em finalizar os textos. Sempre acho que tem algo mais que eu poderia dizer, algo que possa completar tudo aquilo que escrevi. Deve ser por isso que gosto tanto das reticências...
Na verdade é sobre isso que eu quero falar: inícios e finais. Não gosto de finais. Não sei construir finais. Não sou bom com finais, nunca fui. Penso que sou melhor em começar, incitar, provocar, excitar, despertar a curiosidade, empolgar, iniciar. Depois disso, confesso, não sei bem o que fazer. E realmente tenho problemas com finais. Olhando direito, meu problema é com as definições de início, meio e fim. Nunca sei onde começa um e termina o outro. "O fim já está desde sempre no princípio", ouvi certa vez. Renato cantava que "depois do começo o que vier vai começar a ser o fim". Mas então? Não existe meio? E quando se anuncia o começo do fim? Isso é contraditório demais. Sempre me confundo. Quantas vezes pensei que desta vez eu finalmente tinha chegado ao fim de algo e quanto percebi era só o começo? Que aquele ponto na verdade era apenas o início das reticências? Não sei como é o fim. Só percebo que cheguei lá depois que ele já passou. Não o vejo mais, apenas sei que acabou. Então, em outra vez, quando penso que tudo está apenas no começo, surge um ponto final. Não há mais nada depois disso. Fim. Mas e aí? O que vem agora? O que acontece depois do fim? Não responda. Não quero saber. Prefiro que não haja finais. Prefiro deixar questões em aberto, possibilidades a serem exploradas, interpretações a serem tomadas, idéias incompletas que possam depois se repetir, "talvezes" (essa palavra existe?!), reticências... Se pudesse usava sempre reticências no fim das frases... e no meio... Gosto dessa idéia de não definir se aquele é realmente o fim da frase, ou uma pausa longa demais para usar uma vírgula e qualquer outro sinal, ou ainda a fala de alguém ofegante... que está... cansado... demais... de tudo...
Seria difícil descrever quantas coisas iniciei e deixei pelo meio. Espera: "deixei pelo meio". Ok. Você me pegou. Falei a pouco que não sabia o que era o meio, não sabia sequer se ele existia, mas se seguirmos um raciocínio rápido será fácil saber que as coisas ficaram pelo meio. Se eu as iniciei e não as concluí, elas só podem estar pelo meio, certo?! Voltando. Já perdi a conta de quantas introduções foram criadas e não mais que isso. Introduções que até a mim, que ia escrever o texto atiçava a curiosidade, a vontade de ler o texto antes mesmo de produzí-lo, como se essa fosse apenas mais uma idéia repetida anunciada de forma diferente... Mas não, era um insight louco, que tinha nascido apenas com esse fim: nascer, iniciar-se, incitar, atiçar, só para mostrar que podia fazê-lo, para sentir-se vivo, mas que não tinha nenhuma intenção de amadurecer-se, desenvolver-se, concluir-se...
Não foram só os textos. Falo de tudo o que faço, falo da minha vida. Quanto tempo "desperdiçado" iniciando coisas que eu sempre soube que não ia terminar... Por isso aquele destino de me dedicar a algo por mais de três meses... Inicio as coisas apenas para saber que posso iniciá-las, pela satisfação de ser capaz disso, e, principalmente, para saber aonde aquilo, aquela pessoa ou aquele caminho podem me levar... quando descubro, vou procurar outras coisas, outros caminhos... Com pessoas é diferente, tem que ser... Cursos iniciados, amizades conquistadas, livros comprados, artigos e projetos rabiscados; olhares, palavras, gestos que tinham a única intenção de provocar, de despertar algo novo, atiçar, sem qualquer outra motivação...
Digo "desperdiçado" por não ser possível, a uma primeira vista, vislumbrar que retornos isso trouxe à minha vida. Apesar de ser um tanto quanto antissocial, por motivos que não vêm ao caso, não é dificil eu ter alguma companhia, seja um amigo, colega, ou alguém que, não sei porque cargas d'água, resolveu estar ali naquele momento. O que interessa é que normalmente, alguém me acompanha (mesmo que só pelo olhar) quando inicio algo, então, por mais que para mim aquilo seja apenas mais um entre tantos inícios, não raramente vejo alguém continuando algo que eu iniciei, ou se inspirando (na falta de uma palavra melhor) em alguma ação minha e tentando algo novo na sua vida... Mesmo que eu, fatalmente, acabe me afastando e não vendo onde aquilo foi parar... Como sempre, só me interessa o início... E isso me assusta... Outro fator que me faz acreditar que eu não estou "desperdiçando" meu tempo é o conhecimento e a experiência que todos esses inícios me trouxeram...
O que sei é que “gente como eu, no fim, acaba saindo mais cedo de bares, de brigas e de amores para não pagar a conta.”
Aqui poderia ser o meio, ou o começo, ou o fim do começo, ou o começo do fim, ou o fim do início do meio... Ou ainda uma pausa... depois de falar muito... Mas é apenas uma reticência, que pode dizer muita coisa... mesmo que não diga nada...
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
O Fim do Início do Meio
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Eu não estou hoje.
By t.h.
Só pra dizer que graças ao carnaval não foi possível concluir o texto desta semana. Depois explico melhor. To chegando agora de viagem.
Vou dormir.
Era isso.
Boa Tarde.
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Minha Lista de Presentes - Livros
Agora os livros. To com preguiça de escrever o nome dos autores, mas esses são fáceis de achar. Qualquer dúvida só entrar em contato.
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Minha Lista de Presentes - Presentes Diversos
Vamos direto ao que interessa:
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Minha Lista de Presentes
Como você já deve saber, de hoje a um mês (leia-se 23 de março) é o meu aniversário. E como todos os anos sei que você está na dúvida de qual presente comprar.
Para facilitar a sua vida (e a minha) vou colocar por aqui uma listinha básica de presentes que eu gostaria de ganhar. Claro que você não é obrigado a comprar nada da lista, mas se, não obstante todas as sugestões, você ainda conseguir me dar um presente "ruim", eu não quero nem falar nada...
A "listinha" será dividida em cinco partes e postada por aqui nos próximos dias:
23/02 - Presentes Diversos;
26/02 - Livros;
02/03 - CDs;
05/03 - DVDs;
09/03 - Jogos.
A maior parte dos presentes pode ser encontrada na Americanas.com, Submarino, Saraiva, FNAC ou Extra.
Ah! E não esqueça de conseguir um jeito de avisar qual presente você vai me dar, assim evito receber presentes repetidos. =D
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Das vantagens de ser antissociável
By t.h.
Primeiro vou transcrever uns trechos de uma crônica de Marcelo Amaral:
"(...)
Não quero ter muitos contatos. A maioria das pessoas é desinteressante. Em um mundo boçal como este que vivemos, quanto mais gente conhecemos, mais medíocres ficamos.
(...)
A misantropia liberta. Sendo um eremita, não devo me preocupar em defender uma imagem. Não tenho de dar satisfação a ninguém. Posso ser independente. Dizer o que o que penso, observo e sinto. E da maneira exata que penso, observo e sinto. Apenas o solitário ganha o direito de ser autêntico atualmente.
Outra vantagem de ser anti-social: poder dizer não categoricamente. O cara que "conhece todo mundo" receia negar. Teme ser indelicado. Claro, para manter a rede de contatos, obriga-se a trocar favores. O ermitão não tem este problema. Tem total liberdade de ser desagradável. De não ficar com o rabo preso. Eu me realizo quando falo um não bem incisivo.
(...)"
Sendo assim, vou enumerar cinco motivos que me motivam a me manter antissociável. Isso mesmo. Eu não sou um sociopata, ou sofro de distúrbios psicopatológicos. Ser antissociável é uma decisão, no meu caso. Decisão muito sensata ao meu ver. "E lá vamos nós!": Hã? Como é? Por que só cinco? Um que existem tantos motivos que se eu teria que passar dois dias só para enumerar, sem fazer comentário nenhum, e teria que usar uns 10 ou 15 posts para fazer isso; Dois que eu tenho mais o que fazer; e Três que Eu não sou obrigado. Agora sim: "E lá vamos nós!":
1. "A maioria das pessoas é desinteressante." Posso ir mais longe e dizer que as pessoas desisteressantes têm um imã para assuntos desinteressantes. Claro que já conheci pessoas totalmente desinteressantes que tinham interesses por assuntos bem interessantes e vice-versa, mas isso é exceção. Em geral, os assuntos e as pessoas se assemelham em interesse e relevância.
Mas, enfim, o que é um assunto desinteressante?! Essa resposta é como a retina (para não usar outro exemplo mais conhecido), cada um com a sua, mas não consigo enxergar como alguém poderia se interessar por certos assuntos. Exemplo: por que diabos alguém quer saber que o filho da empregada de algum ator foi à praia?! E o que faz uma pessoa entrar diariamente no site do IML para ver quantas mortes ocorreram no dia anterior (considerando que ela não trabalha na SSP)? E mais importante: por que essa pessoa acredita que essa informação deve ser passada adiante? E por que tem que contar justamente a mim?!
Depois de algum tempo essas pessoas notam que eu não estou nem aí pras "notícias" super-ultra-mega-power-top-advanced-plus-II (e aí?! Como fica a hifenização com a reforma?!) importantes, me classificam como chato e param de me aporrinhar com essas besteiras. Uma maravilha.
2. Outro fator para me manter antissociável é a chamada Maldição da Falação. É incrível como as pessoas têm o poder de não perceber que você não quer ser incomodado. Por mais que você esteja lendo, com fones de ouvido, e com o maior semblante de introspecção, sempre vem aquele féladaputa para te interromper de modo que você não apenas se perca na história, como fique tão emputecido que acabe perdendo a marcação do livro. E o pior: é sempre a mesma pessoa! Enfim, depois de algum tempo, assim como na outra situação, a pessoa percebe (ou é forçada a isso) que não é bem quista e desiste. Ou não.
3. Você não é convidado para aquelas festas superdivertidas do filho daquele seu colega de trabalho que nem fala com você direito, e só te convidou para aumentar o número de presentes que o pestinha iria ganhar. Em verdade, em verdade, você não é convidado para quase nenhuma festa. Eu mesmo nunca fui num casamento. \o/
4. Se por acaso você nadar contra a corrente dos antissociáveis e criar uma conta no orkut (assumo que me aventurei por algum tempo), você não receberá aqueles scraps fofos, cheios de purpurina, musiquinhas chatas, mensagens de auto-ajuda, positivismo, spams, e toda essa merda que costuma aparecer no perfil de muita gente. Todo mundo vai perceber que você apaga todos e não responde nenhum, então, depois de certo tempo (não muito longo) você quase não recebe mais scrap nenhum. Isso por que eu nem quero falar da babaquice que são essas comunidades. Mais um tempinho e você percebe que boa parte dos seus "amigos" são totalmente dispensáveis e os exclui. Ou troca por um hamburger. Alguns dias depois você percebe a total inutilidade daquilo na sua vida e exclui a sua conta, assim como eu.
5. As conversas sem graça do msn não duram mais que 5 minutos... Depois de te perguntar sobre as novidades - que sempre te deixam sem resposta, pois você não sabe há quanto tempo conversou com aquele ser, e também não faz ideia do que ele sabe da sua vida -, cria-se aquele momento de "silêncio sepulcral virtual", e você simplesmente para de conversar com a criatura, que provavalmente não te importunará novamente por um bom tempo, deixando você bem à vontade para conversar com aquela gostosa que você conheceu no Curso de História da Arte, que eu sei que você faz.
Era isso.
Boa noite.
PS: Esse post era para sair ontem, mas combinei de ir para as Muriçocas do Miramar com aquela gostosa do msn.
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domingo, 15 de fevereiro de 2009
Meus Destinos - 2009
Enquanto fazia a manutenção do blog me deparei com esse post. Confesso que tinha esquecido dele. Aproveitando que estamos reiniciando o blog, e que ele passou a maior parte do tempo desatualizado em 2008, farei uma breve análise dos destinos a que eu deveria chegar em 2008, e definir quais destinos me aguardam em 2009.
1. Conseguir usar uma agenda. Ok.
1. Manter o Ideias Repetidas atualizado. Esse vocês já sabem. Não. Próxima.
1. Tornar-me o mais fluente possível, com os recursos dos quais disponho – bem poucos, diga-se de passagem –, em pelo menos 2 desses 3 idiomas: Deutsch, English, Italiano. Não.
1. Conseguir meios para realizar um intercâmbio internacional para Portugal ou Alemanha. Parcialmente. Ganhei uma bolsa de estudos em Portugal, mas infelizmente não pude fazer a viagem.
1. Fazer uma viagem ao Sul do País. Não.
1. Manter meu CRE (Coeficiente de Rendimento Escolar) acima do já alcançado. Não. O CRE caiu... 0,02 pontos, mas caiu... rs
1. Encontrar alguém para compartilhar a viagem. Parcialmente. Encontrei alguém, compartilhamos uma parte da viagem, mas vi que viajávamos de modo diferente, por caminhos diferentes, então achamos melhor tomar cada um o seu trem...
1. Expandir meu círculo social. Ok.
1. Dar o melhor de mim o tempo todo. Parcialmente. Assumo que muitas eu não fiz o melhor possível, no entanto, na maior parte do tempo, estive dando o melhor de mim...
1. Viver o mais intensamente possível. Ok.
1. Conseguir tocar, habilmente, Sultans Of Swing de Dire Straits. Não. Num cheguei nem perto da guitarra... =\
Balanço: 3 Oks, 5 Nãos, 3 Parcialmentes. "Não vou dizer que foi ruim, também não foi tão bom assim...". Não pude ir a todos os destinos que desejei, mas tive excelentes passagens em destinos que eu sequer pensei existir...
2008 foi um ano bem atípico, cheio de mudanças de comportamento, ideologias, verdades, certezas, formas de viver; confusões, confissões, decisões e momentos difíceis... Mas também foi um ano de boas surpresas, conquistas, prêmios, descobertas, conhecimento dos outros e de mim...
Entre as conquistas posso destacar uma promoção no trabalho, a compra do Xbox 360, a "reforma" no quarto, a chegada da internet lá em casa, ter voltado a namorar (apesar de não ter durado muito)...
Para 2009, almejo alguns dos destinos a que não pude chegar em 2008, e outros:
1. Conseguir usar uma agenda. É de novo, se não cai no esquecimento... rs
1. Manter o Ideias Repetidas atualizado. Xiiii...
1. Fazer uma viagem ao Sul do país. Dessa vez vai... Acho que o destino é Floripa.
1. Manter meu CRE (Coeficiente de Rendimento Escolar) acima do já alcançado. De novo.
1. Encontrar alguém para compartilhar a viagem. Sem comentários.
1. Aprender a dançar.
1. Concluir o Bacharelado em Turismo.
1. Comprar um carro.
1. Me dedicar a algo por mais de 3 meses.
1. Ser menos abusado.
Ei-los. Boa parte (50%, na verdade) são os mesmos do ano passado. Os demais, devo dizer, são destinos aos quais sempre quis chegar, mas nunca fiz nada para que isso acontecesse... Será que esse ano vai?!
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
t.h.
Boa noite! Não sei se é noite agora que você está lendo, mas é noite enquanto escrevo, então...
Primeiro: Não sou Wagner Emanuel. Wagninho também não. Aliás, soube que ele morreu. Estranho, pensei tê-lo visto esses dias...
Segundo: Não, não vou dizer quem sou. Mas pode me chamar de T.H.. E não é por medo de ser reconhecido. Você muito provavelmente não me conhece. Eu sou um ser meio antissociável (ou antissocial, ou misantropo, ou insocial) e tenho muito poucos amigos, assim como o dono desse blog (que também o é, em outras proporcões), e talvez por isso nos demos tão bem, apesar de alguns hábitos recentes controversos...
Agora deve restar uma única pergunta na sua cabeça: "o que esse louco ta fazendo aqui?!". Explico. Precisava escrever. Precisava deixar esse turbilhão de palavras insandecidas afluírem de mim. Não as quero mais. Não acho que você as queira também, mas tinha que fazer algo com elas. Pensei primeiro em escrever tudo numa folha de caderno, usá-la até não restar sequer um espaço sem palavras, e depois usar a folha seguinte, até que não sobrasse nenhuma palavra a ser dita (ou a tinta da caneta acabasse), então amassá-las todas e usá-las para acender a lareira, enquanto fumo um Montecristo e tomo uma taça de algum vinho seco da uva Cabernet Sauvignon. Mas do alto de minha loucura, pensei que talvez algum outro louco estivesse precisando ler aquelas palavras sem sentido, sem nexo, sem começo ou fim. Ou ainda que mais alguém quisesse escrevê-las, e lendo-as ali se sentisse esvaziando e achando assim o tempo que eu perdi em escrevê-las. Pretensão minha.
Aí veio o problema: onde escrever?! Depois de uns três ou quatro minutos de pesquisa encontrei dois lugares possíveis para o meu intento: orkut ou um blog. No orkut eu poderia criar um peril, usar o campo "Quem sou eu" para colocar os textos mais recentes e criar uma comunidade com os textos mais antigos. Contudo, eu estaria entrando numa contradição terrível, o que estaria um antissocial fazendo num lugar criado justamente para facilitar as relações sociais?! Além de que eu não vejo graça nenhuma em ficar procurando amigos de milhares de anos atrás... Se eu não sei lidar nem com os que convivem diariamente comigo, imagina só um cara que eu não vejo há dez anos?! Pois é, fugi do assunto: além disso eu estaria limitando o acesso dos meus textos àqueles que acessam o orkut e isso não seria legal, afinal uma pessoa totalmente relacional não perderia seu tempo lendo um texto meu... Enfim, decidi pelo blog.
Mais uma vez entrei em parafuso: em que plataforma começar? Wordpress ou Blogger? E que nome devo dar ao blog? Além disso meus conhecimentos informáticos são quase nulos... Que fazer? Foi então que lembrei que certa vez algum amigo tinha me dito que tinha criado um blog. Eu poderia falar com ele para colocar alguns textos meus no seu blog, assim eu pouparia todo o trabalho com a criação e manutenção do blog, mas claro que não lembrei quem foi, muito menos o endereço do blog, só sabia que tinha alguma coisa a ver com "ideia"... Então lá vou eu numa busca homérica no google associando a palavra "ideia" ao nome de todos os meus poucos amigos... Organizado que sou fiz a busca em ordem alfabética, e como Murphy já alertara, era o último da lista: Wagner! Conversamos e ele concordou em me deixar postar aqui, já que pelo que vejo, se fosse possível, isso já estaria criando teias de aranha...
Era isso.
Boa noite.
Hã?! Como é? Sobre o que eu vou escrever?! Você jura que achou que eu ia começar alguma coisa hoje? Hahahaha...
Apareço novamente qualquer dia desses...
By T.H.
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domingo, 8 de fevereiro de 2009
Ansiedade
Estou ansioso. Ponto.
Por que?, você pergunta. Por motivo nenhum, te respondo.
Não há motivos que me façam esperar. Não vejo ninguém ao longe a minha espera. Não estou esperando nada, ninguém. Uma ansiedade estranha, que não me é comum. É uma ansiedade sem nome, tamanho, lugar, preço, data... Mesmo assim, sinto como se estivesse chegando mais perto, apesar de sentir que ainda está longe o suficiente para que eu não consiga enxergar isso que me traz tamanha ansiedade.
Estou esperando algo que sei que não vai acontecer, por que não o sei. Mesmo quando acontecer, se acontecer, não sou sabê-lo, por não saber que o estava esperando. Poderei desconfiar, relacionar as coisas, decidir que sim, era aquilo que eu estava esperando, mas nunca terei certeza disso.
Sou como aquele que, enquanto lembra dos filmes que nunca viu, espera a volta dos que não foram, torcendo para que aquelas histórias de amor que só se passaram na sua cabeça estejam escritas em algum livro que ele nunca lerá, e que alguém algum dia ao lê-las encontre forças para fugir de si e vivê-las...
E a cada noite, quando deito minha cabeça no travesseiro, e ouço uma canção qualquer que me leve a dormir, sinto a ansiedade tomar conta de mim, e, enquanto adormeço, me entrego a devaneios loucos que me levam por paisagens onde nunca estive, por situações que nunca passei, por diálogos que nunca tive, com pessoas que nunca vi... Talvez a materialização de uma realidade onde eu quereria estar... Nunca saberemos, pois a cada noite, novos devaneios sobrescrevem os da noite anterior, me fazendo viver uma nova história (ou a mesma história)...
De todo modo, esse "esperar por algo que não vem", essa ansiedade ao olhar para o vácuo, não é de todo ruim... É essa ansiedade que me dá forças para levantar no dia seguinte, com um brilho nos olhos, um calor incendiando o corpo e o desejo de se entregar àquele dia novo, com mais ansiedade e desejo de viver algo novo, algo maior até que os devaneios que tive na noite anterior...
Até que, enfim, anoitece. E a noite me chama. A noite me ama. A noite me queima. A noite me inebria. Vou às aulas. Volto para casa. Checo o e-mail, na esperança de que a ansiedade real que me toma seja exaurida por simples palavras, ainda que virtuais por hora. Mas não. Então deito novamente. E espero...
Espero por um novo dia, novas sensações, sentimentos, momentos, memórias... Espero pelo momento de dançar com aquela garota de olhos castanhos que parece ter problema de vista, já que esse é o único momento em que estamos juntos... Espero um novo episódio da minha série favorita... Espero nascer um novo dia, com um novo leque de opções, alternativas, possibilidades... Mas, mesmo quando nasce um novo dia, com novas sensações; mesmo quando tenho a tal garota nos meus braços, ainda que pelo breve espaço de um canção de amor; mesmo quando nasce uma novo dia, cheio de opções, essa ansiedade não se desfaz, não me deixa...
E então tudo que é espero é uma oportunidade de dizer: Estou ansioso. Ponto.
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domingo, 1 de fevereiro de 2009
Reiniciando
Depois de mais de um ano da criação do Idéias Repetidas (só criação mesmo, por que essa bagaça passou o tempo quase todo cheia de mofo), completados no dia 03 de novembro, to pensando em reavivá-lo mais uma vez, de novo. Finalmente chegou internet aqui em casa, nem é esse "balaio de gato" todo, mas dá pra preparar os posts, responder aos comentários, ler os feeds, fazer o básicão!
Estamos voltando com outra cara!!! Mais joviais, mais sarcásticos, mais filosóficos, mais entediantes, mais românticos, mais, mais, mais... Mais games, mais músicas, mais livros, mais "viagens"... Só lembrando que mais nem sempre quer dizer melhor...
To mudando o layout, algumas cores, as fontes, a logo... To encaixando esses momentos de webdesigner (que eu não sei quase nada sobre), entre o trabalho, a faculdade (to no penúltimo período, não dá pra vacilar) minhas jogatinas no Xbox 360, os "momentos família", a atenção aos amigos, etc... Coisa pra fazer é o que não falta...
Ah! E teremos, pelo menos temporariamente, um novo colaborador... Vou deixar que ele mesmo se apresente depois...
É isso... Estamos reiniciando...
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