quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Aprendendo

Um dia desses viajei um pouco sobre o que, para mim, vem a ser a felicidade. Acho melhor você ler antes. Alguns devem se perguntar como alguém, jovem como eu, pensa saber o que é ou não felicidade. Eu não sei o que é. Mas foi isso que a vida me ensinou.

Acho interessante o nosso processo de aprendizagem. Por mais que se fale nisso, é praticamente impossível aprender com os erros dos outros, ainda mais quando se fala de relacionamentos. Você já viu o que aconteceu com outras pessoas que tentaram, viu como tudo terminou, viu como ela se feriu e jurou que aquilo não aconteceria nunca com você. Mas na primeira oportunidade você entra de cara, pra provar que não aprendeu nada. Aí sim, depois que quebra a cara, você aprende. Quer dizer, alguns aprendem. Outros passam a vida insistindo no mesmo erro.
Falei Escrevi isso por que vou contar algumas das coisas que eu tenho aprendido. Eu sei que vocês não vão aprender nada, e vão sair correndo pra testar e dizer que eu estava errado, a culpa minha e talz, e provarão que eu estou certo (espero estar errado), mas ai eu vou poder olhar e dizer: “Eu avisei!” (odeio quando alguém faz isso!).

A primeira coisa que venho dizer é que comprovei a tese de que mais se aprende na derrota que nas vitórias. Ouso dizer que aprendi mais no último mês do que nos 20 meses que o antecederam. Foram meses de vitória, e pouco se aprende nisso. Ah! E o último mês não foi de derrotas, mas um mês de pequenas vitórias sobre uma grande derrota.
Vou citar 7 coisas que tenho aprendido com os meus relacionamentos. Nem tudo que vou citar aprendi no último mês, mas tive que resgatar de outras experiências para poder me soerguer.

Aprendi que eu posso escolher me apaixonar. Não por quem me apaixonar, mas me apaixonar ou não por aquela pessoa que anda dominando meus pensamentos. E é fácil.

Aprendi que tudo que eu preciso pra ser feliz está em mim. Já “zarpei” e estou indo de “vento em polpa”. A viagem está maravilhosa. Só que eu não gosto de viajar sozinho. É chato. Pra viagem ficar perfeita, só falta alguém pra me acompanhar. Ela nem precisa ter o mesmo destino que eu. Basta que sigamos o mesmo caminho.

Aprendi com uma certa garota, que o amor é eterno. Foi bom acreditar nisso. Fez a viagem ficar ainda mais agradável. Mas aí, essa mesma garota me ensinou que o amor não é eterno. Agradeço a ela por isso. Mas demorei pra aceitar. Parei, sentei e olhei pra janela. Tempo bastante pra perder o foco, mas não pra ficar perdido. Entendi a tempo. Tudo passa. Até o que é eterno. E aí retomei meu caminho, sozinho, contudo, aproveitando, ainda mais, cada momento da viagem. Mas pra ser bem sincero eu não acreditei totalmente no que ela quis me ensinar da última vez. Teimo em acreditar que o amor é eterno (viu como tem gente que não aprende?). Só acho que não era amor o que sentíamos. To esperando alguém pra testar essa teoria.

Aprendi que a vida é um jogo. Erros são inadmissíveis ("eita palavra bunita!" Tava doido pra usar em algum lugar), mas, eventualmente, podem transformar-se numa bela vitória. E outras vezes, mesmo que eu faça tudo certo, eu também posso perder. Erros ou acertos não vão definir se eu ganho ou perco. Então, assim como nas viagens, não adianta me preocupar com o que vai acontecer, como vai terminar. Basta dar o melhor de mim, sempre, em qualquer ocasião, e mesmo que eu saia derrotado, poderei manter a cabeça erguida.

Aprendi que a melhor forma de se esquecer uma pessoa é pensar nela o tempo todo. Sério. Comigo funciona. No começo dói demais (só eu sei o que passei), mas depois de um tempo, essas lembranças que doíam tanto, começam a se distanciar, e, naturalmente, outros assuntos/pessoas vão se sobrepondo. Para mim uma semana é suficiente. Sempre foi. Ainda bem.

Aprendi que as verdades vivem se modificando. Para cada momento, uma verdade. Assim como para cada história e suas versões, como já dizia um antigo provérbio chinês: “Todas as histórias tem 3 versões: a sua, a minha e a verdadeira.”.

Aprendi que é muito difícil aprender. Principalmente por que dependemos de derrotas para isso.

Por isso, não desejo ter uma vida completa de vitórias, pouco se aprende, e na primeira derrota, posso perder o foco e ficar perdido – quase que isso acontece dessa vez. Desejo uma vida cheia de vitórias, mas com diversas derrotas, para que possamos, vez ou outra, analisar o porquê das vitórias, e elencar o que se aprendeu nas derrotas. Vou tentar não cometer os mesmos erros (não garanto nada) e vou me esforçar para cometer novos. Tanto faz se eu vou perder de novo. O que importa é que eu estou no jogo, dando o melhor de mim. Só quero fazer valer a pena.

"Boas decisões resultam da experiência. E a experiência resulta de más decisões." Whitey Burnhan

1 comentários:

NANDO DAMÁZIO disse...

É, cara...
Entre erros e acertos, só o que fica mesmo é o aprendizado no fim do caminho. Às vezes tbm tenho a sensação de estar cometendo os mesmos erros e me pergunto se aprendi alguma coisa. E chego a conclusão de que cada vivência é única, por mais que se repita. Um momento nunca é igual ao outro, mesmo que a situação seja a mesma. E cabe a nós usufruir cada instante do que a vida nos proporciona e extrair o aprendizado que ela oferece em cada momento.
Abraço, Wagner, como sempre me surpreendendo com a profundidade das divagações. Continue pensando, cara, estarei sempre por aqui para compartilhar as 'idéias repetidas'.

Ah, é brigado pela visita em meu humilde e iniciante blogzinho. Bom saber q tenho um 'telespectador' como vc apreciando meu texto.
Até o próximo post!