Ainda não terminei de ler, mas para mim é espetacular...
Ia fazer uma crítica, mas estas se resumiriam a apenas mais ideias repetidas, então, desta vez vos deixo com as ideias originais:
Portallos - [Crítica] Noturno – Trilogia da Escuridão
Bacon Frito - Noturno (Guillermo Del Toro/Chuck Hogan)
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Dica de Leitura: NOTURNO - Guilherme del Toro e Chuck Hogan
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sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Sobre incoerência ou Distribuindo bombons no ônibus
incoerência
s. f.
1. Falta de coerência; qualidade de incoerente.
coerência
s. f.
1. Fís. Recíproca aderência que têm entre si todas as partes de um corpo.
2. Fig. Conformidade entre factos ou ideias.
3. Nexo, conexão.
Essa semana, durante a leitura de Deus, um delírio, algo, não sei o quê, me fez levantar alguns porquês. Alguns relacionados a espiritualidade e/ou religiosidade já eram iminentes e apenas se tornaram mais claros, outros, no entanto, surgiram do nada e tomaram minha mente.
Um desses porquês, no entanto, ficou mais latente: por que fazer as coisas sempre do mesmo jeito? Por que seguir sempre os mesmos caminhos? Ter sempre as mesmas idéias? Supreender sempre do mesmo jeito? Por que ser sempre tão certinho? Ou fazer sempre as mesmas coisas erradas? Por que não cometer novos erros? Fazer outras loucuras?
Lembrei então de um texto que li há um bom tempo no Não 2 Não 1. Não lembrava exatamente qual, mas sabia que tinha algo a ver com bombons no metrô, incoerência e 69. Finalmente encontrei, e o próprio Gitti faz novos questionamentos que juntaram-se aos meus:
Onde perdemos a capacidade de não seguir coerências? Por que mesmo achamos absurdo pegar um táxi sem destino apenas para conversar com o taxista? Ou andar pela cidade, sem celular, parando a cada ponto que nos atrai? Por que não é natural faltar um dia no trabalho sem precisar ligar com alguma justificativa manjada? Por que carregamos um mesmo nome a vida toda em vez de ganhar um novo a cada 5 anos, 17 dias e 22 horas? Por que pegar o metrô mais próximo se podemos andar e deixar que o céu nos percorra um pouco mais?Incoerência. Era isso que eu precisava.
Comecei comprando um presente para a namorada. Um presente num dia qualquer, sem nenhum motivo. Um presente que não tem nada a ver com nossa história, com nosso momento. Um presente.
Como vocês sabem, eu já havia feito aulas de Dança de Salão, mas precisei me afastar durante a produção da monografia de conclusão da graduação (pois é, estou formado, mas isso é assunto pra outro post) e estou retornando às aulas. Ela, nunca se interessou. O que fiz? Matriculei-nos (os dois) no curso, sem sua autorização ou até mesmo desejo. Vou voltar para a turma de iniciantes para acompanhar o crescimento dela, enquanto eu mesmo reaprendo.
Lembro, ainda, que na época em que li o texto, fiquei realmente tentado em sair por aí distribuindo bombons, mas não era ousado o suficiente para tal. Sinto um certo orgulho em dizer: FIZ.
Não no metrô, claro, já que aqui em João Pessoa-PB não há nenhum, mas no ônibus mesmo. Para quem conhece a cidade, a linha 517-Castelo Branco. Comprei 2 caixas de bombons. "Bombons de Sucesso da Lacta": quatro tipos de Sonho de Valsa (Tradicional, Branco, Trufa, Avelã com creme branco) e Ouro Branco (que Gitti estava procurando). Da primeira caixa, distribui com algumas pessoas no trabalho (sem que as pessoas soubessem que era eu quem estava entregando), e o resto da caixa, enviei para uma amiga em outra cidade, com as instruções para que ela pegue apenas dois chocolates e realize a mesma ação na sua cidade.
A segunda caixa abri no ônibus. Era um horário não muito movimentado, então o ônibus não estava lotado, creio que com 50% da lotação. Enchi o peito de ar, tirei coragem de tudo quanto é lugar e ofereci o primeiro chocolate a pessoa ao meu lado.
Recusa.
Re-afirmei que não estava vendendo, que era um presente. Nova recusa. De repente me senti na minha adolescência, levando um fora de alguma garota logo no começo da festa. Mas ao contrário daquela época não desanimei. Levantei, fui até uma senhora sentada no outro corredor. Recusa novamente. Re-expliquei que ela não precisava pagar, ela me olhou meio incrédula e pegou o bombom. Ufa! Uma nova injeção de ânimo. Fui então até as últimas poltronas preenchidas e ofereci à senhora que ali estava. Ela me olhou desconfiada, mas aceitou. Os dois rapazes ali perto pegaram sem titubear. E assim fiz com todos no ônibus.
As reações variaram desde recusas veementes a grandes sorrisos. Coincidentemente, uma das passageiras estava aniversariando, e deixei que ela pegasse dois bombons, além de felicitá-la pela data. Outra arregalou os olhos de uma forma tão surpreendente, que desconfiei que ela nunca tenha recebido algum presente. O casal olhou desconfiado e não aceitou. O senhor forte (para não dizer gordo) recusou antes de eu terminar de falar. Depois de ter falado com todo mundo, voltei ao meu lugar e ofereci novamente a pessoa ao meu lado. Talvez ela tivesse menos assustada agora. Mas ela recusou novamente. Desconfio que ela não goste de chocolate. Ainda havia três bombons na caixa. Lembrei, já tarde demais, que não havia oferecido ao cobrador (ou trocador como chamam em alguns lugares). Apenas uma pessoa me perguntou o porquê da ação, e eu disse que não havia nenhum motivo especial e a instrui a procurar "bombons no metrô" no Google.
Pouco antes do meu ponto, uma das senhoras desceu. Ao passar por mim, com um sorriso simplesmente gratificante, agradeceu novamente o bombom dizendo que o daria para sua neta.
Desci do ônibus e ainda tinha três bombons. Ofereci às primeiras pessoas que encontrei: duas garotas. A primeira recusou de primeira, a segunda ficou indecisa. Entre seguir a amiga e aceitar um bombom de um estranho, ela ficou com a primeira opção, mas seu sorriso a denunciou.
Entre outras negativas, uma garota solitária e um cara bem enturmado aceitaram os bombons. O último, ficou com um funcionário da universidade, próxima pessoa que encontrei.
Eu sempre tento descrever a sensação, mas desta vez não vou tentar fazê-lo, pois o sei impossível. A única coisa a dizer é: faça você mesmo! Distribua bombom. Distribua sorriso. Distribua felicidade. Seja incoerente. Já fiz a minha parte.
[edit] O sistema de comentários já está funcionando.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Nada é o bastante
Nunca usei esse espaço antes para falar sobre alguma namorada. Não diretamente, pelo menos. Não me perguntem o motivo, eu não o sei...
Talvez por que, como percebi esses dias, não me sinto muito animado para escrever quando as coisas estão dando certo... Os momentos em que me sinto completo não me inspiram tanto quanto os que em quase tudo me falta...
Mas não é disso que eu quero falar... Na verdade eu nem sei o que quero falar... Sei que quero falar dela, falar para ela, falar com ela... Minto. Não quero. Preciso!
Mas não sei o que dizer... Tudo o que escrevo, ou tento escrever, parece banal, pequeno, minúsculo, ínfimo diante daquilo que seria suficiente para dar uma pequena idéia do que sinto...
Não basta falar...
...de como gosto de mergulhar nos seus olhos cor-de-mel, e de lá de dentro olhar como o mundo fica muito mais bonito;
...de como o seu cheiro me inebria e como ele me parece ainda mais perfeito que o mais perfeito perfume criado por Grenouille;
...de como os seus lábios tem a capacidade de despertar em mim as mais intensas e desconhecidas sensações;
...de como sua voz me acalma e como teu abraço me traz paz;
...de como tua pele se assemelha à seda e a sua brancura me faz pensar que estou tocando as nuvens;
...de como apenas o teu calor é capaz de afastar o frio que me toma quando nossos corpos se afastam;
...de como há tantas coisas em você que eu gostaria de descrever que seriam necessárias duas vezes a quantidade de papel já utilizada até hoje desde a invenção da escrita;
...de como se eu descrevesse aqui tudo o que sinto por você, todas as buscas no Google pela palavra "amor" resultariam apenas nesta página;
...de como é tudo isso ainda é pouco...
"...pois quando é para falar de você me perco em meio a tantas coisas tão maravilhosamente lindas que você tem. E quando é para falar de nós dois, me perco de novo, pelo mesmo motivo."
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quarta-feira, 10 de junho de 2009
terça-feira, 24 de março de 2009
Meu Aniversário - Parte 1: A preparação
Ah! Que eu te pego, t.h.! Quem mandou você falar da minha festa? Mas, enfim agora vocês já sabem, já era... De todo jeito a festa já aconteceu mesmo... Mas vamos começar pelo começo...
Como vocês viram nos posts anteriores, 23 de março, vulgo ONTEM, é o meu aniversário. Há anos essa data não era tão esperada, e eu nem sei bem o porquê.
Os que me conhecem há mais tempo sabe que eu gosto de comemorar meu aniversário. Até meus 19 anos, não havia tomado a iniciativa de fazer festa, ou essas coisas. O máximo que acontecia era um almoço ou churrasco organizado pelos meus pais.
A partir dos 19, resolvi comemorar de verdade e organizei a primeira festa: temática infantil, com direito a convite de palhacinho, DVD da Xuxa e pacotinhos com pipoca, bombons e pirulitos. Aos 20, um churrasco noturno na casa de um amigo (mas a festa de verdade não posso contar aqui ;P) e aos 21 não comemorei. Não houve nada. Sequer um bolinho. Passei o dia em retiro.
Para esse ano tinha que ser algo diferente. Desde novembro ou dezembro eu vinha tentando planejar algo. Sem sucesso. As ideias que tive não eram viáveis, seja do ponto de vista físico (espaço) ou financeiro.
A primeira decisão foi que não iria depender de ninguém para comemorar e que iria fazer isso muitas vezes. Desde 28 de fevereiro, comecei a sair para comemorar todos os finais de semana. Algumas a partir da quinta, outras só no sábado, mas não houve um em que eu não saísse. Como t.h. falou, e foi verdade, sai sozinho duas ou três vezes. Mas como o aniversário é meu, quem tem que comemorar sou eu!!
Em janeiro consegui iniciar algo que há muito tempo eu tinha vontade de fazer, mas, sinceramente, não tinha coragem. Aulas de dança de salão. Como não fosse suficiente a importância de saber dançar, outros atrativos como conhecer outras pessoas e diminuir a timidez, além de melhorar a postura, eram convidativos por demais. Mas isso é assunto para outro dia. Enfim, iniciei as aulas. Turma intensiva. Aulas todos os dias por duas semanas. No fim da primeira semana, um baile na escola. Uma ótima experiência. No fim do curso, mais um baile. Esse em um clube. Despedidas, planos de continuar e a indicação de um outro baile em 21 de março. Dois dias antes do meu aniversário. Temática brega. A caráter.
Então surgiu a ideia: continuaria fazendo as aulas em segredo, e faria a minha festa de aniversário na escola, no baile brega, e aproveitava para contar e mostrar a todos os resultados das aulas. Perfect!

Mas era inevitável que outras pessoas soubessem. Na minha casa todos sabiam, óbvio. Na trabalho, não. Então contei a Carol, grande amiga. Depois, descobri que Manu também tinha feito aulas por algum tempo, e entre conversas acabei deixando escapar que estava fazendo as aulas para ela e Rocely, que estavam juntas na hora. Me prometeram segredo. Detalhe: Manu e eu fazemos aniversario no mesmo dia. Combinamos de comemorar juntos. Depois acabei contando a Clébio, Herbert, Cyntya e Sabrina. Nem a garota que eu estava ficando sabia disso. Nem eu ia contar. Nem depois que começamos a namorar. Mas minha irmã acabou contando (mas eu pego ela depois).
Pois é, não contei a vocês: Estou apaixonado. E namorando. =D
Voltando. Criei e publiquei a lista de presentes, como vocês já viram. Pensei em patrocinar a entrada no baile e parte da bebida, mas se tornou financeiramente inviável. Ficou decidido que cada um ia arcar com as suas despesas. Veio outro problema: o local é pequeno. Não poderia convidar a todos. Tive que selecionar quem convidar. Do trabalho e da faculdade, convidei todos, afinal, o clima ficaria terrível se convidasse um e outros não, visto que passo a maior parte do meu tempo lá. Não que eu me importe com os comentários, mas como eu sabia que as pessoas que eu provavelmente não convidaria, se o fosse fazer individualmente, não iriam mesmo para a festa, então preferi dispensar os motivos para encheção de saco. No mais, acho que não chegou a 10 o número de pessoas que convidei. Enviei os convites, e foram inevitáveis as insinuações. Pensei que o fato de Manu ter feito aulas de dança amenizasse-as. Ledo engano. Já começaram pegando pesado: Billy Elliot. Depois começaram a questionar se eu estava fazendo aulas de dança. Menti. Não poderia estragar a surpresa. Questionaram então por que a festa seria lá. Resposta pronta, fim dos questionamentos.
Agora era só preparar a roupa brega. Não era tão difícil. Uma boina, camisa emprestada, girassol amarelo no peito, no melhor estilo Falcão, calça social "coronha", tênis de dança.
Enfim, a festa.
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